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domingo, novembro 23, 2008

E Mais Uma Vez O Metallica Foi Zoado...

Notícia do site Whiplash: tem muita gente por aí que ainda está reclamando da mixagem do Death Magnetic, mas um fã chamado Tom Daly resolveu inovar: ele tem o disco, um micro e um videogame com o jogo Guitar Hero III. O que ele fez? Remixou a música Broken, Beat & Scarred recombinando os seis canais de áudio que existem na versão Guitar Hero III do disco. Para completar, gravou um vídeo e o postou no Youtube. O resultado? 50.000 pessoas já acessaram o vídeo e centenas de pessoas já imploraram para que ele remixe o resto do álbum. Tom dedicou o experimento "àqueles que, como ele, consideram que o material novo do Metallica é o melhor em muitos anos, mas ficaram "muito decepcionados com a qualidade sonora do CD". Para quem ficou curioso em saber o que ele fez, as melhorias (segundo quem já ouviu o remix) são: "o volume do baixo de Rob Trujillo; o som da caixa de Lars Ulrich, bem
como a clareza do bumbo e dos tons, com agudos mais discretos nos
pratos; a maior presença da voz de James Hetfield; e um som menos
espalhafatoso para o solo de Kirk Hammett. Agora imaginem só como isso pode abrir um precedente perigoso no mundo da música: o sujeito baixa o álbum e o remixa através do jogo e o vende por aí, com uma qualidade de áudio muito melhor e fatura beeeeeem mais do que a própria banda!!! Daqui a pouco vai ter carinha faturando os tubos com uma versão melhorada do St.Anger. É Lars, bons tempos aquele em que você se orgulhava de ter massacrado o Napster, né? Hhehehhehehe...Quem quiser conferir o resultado o endereço é http://br.youtube.com/watch?v=BKGiH2yR7Mc


"Hehehe...Será que esse moleque topa remixar a minha bateria de Neston do St. Anger???"
   

quinta-feira, novembro 20, 2008

James Hetfield Fala Sobre O Death Magnetic

Notícia do site Whiplash: James Hetfield cedeu entrevista ao jornalista Andrew Dansby do site Houston Chronicle sobre os últimos álbuns do Metallica entre outras coisas:

Houston Chronicle: Você sente que a sobriedade mudou a forma com que você compõe?

Hetfield:
"Eu posso dizer que eu tirei os óculos escuros. É bem impressionante e
continua sendo assim. Eu não estou aqui para pregar sobre isso, para
dizer que tem que ser dessa forma para todos. Mas parece que as coisas
aconteceram onde eu não tinha o efeito completo, e agora eu tenho.
Antes tarde do que nunca".

Houston Chronicle: Ainda assim você tem um álbum chamado "Death Magnetic", cheio de morte.

Hetfield:
"Bem, você não pode desligar isso (Risos). Nós focamos nas coisas bem
principais. Quando eu tento contar uma estória ou explicar história ou
algo assim, sempre sai errado. Quando eu consigo ficar sombrio e
universal com isso, é um pouco mais real. Mas nós ouvimos muitas coisas
como, 'eu te peguei sorrindo. Como você vai escrever músicas?' Isso
acontece, cara. Eu não vou passar o resto da minha vida tentando lidar
com a primeira parte dela. É um trabalho em andamento".

Houston Chronicle: "St. Anger" foi massacrado pela imprensa, até por vocês. É seguro dizer que você não ama seus álbuns igualmente?

Hetfield:
"Eu adoraria amar todos eles igualmente. Todos eles têm seu próprio
coração e história. Eu amo o disco 'Death Magnetic'. E eu acho que você
está meio que treinado a falar mal do disco anterior. 'St. Anger' foi
uma declaração. Foi mais uma declaração do que uma coleção de músicas".

Houston Chronicle: Mais do que qualquer outro, ele parece ter a menor distância entre o cantor e o narrador.

Hetfield:
"Ele soa fragmentado e nervoso, que é como nós éramos. Eu ainda acho
que ele terá seu lugar. Certos álbuns, eles sobem e descem. Há tantos
discos que eu ouço agora que eu não ouvia quando criança; Eu achava que
eram podres. Eu ouço agora e penso, 'esse é um álbum realmente bom'.

Houston Chronicle: Vocês tem uma história difícil com o Guns N' Roses. Você já ouviu o disco novo do Axl Rose? Você ao menos se importa?

Hetfield:
"Eu certamente o ouvirei. Mas eu não perdi o sono esperando por ele. Eu
achei que nós demoramos um bom tempo para fazer um álbum. Mas você
sabe, ele está atrasado para tudo então faz sentido totalmente. Nós o
vimos tocar em um festival na Alemanha dois anos atrás. Ele é um bom
frontman. Ele é excêntrico, mas todos os artistas são. Se eles não
mostrarem que eles são estranhos, eles estão mentindo pra você. Eles
estão ou fingindo que não são ou fingindo que são um artista".

Olha, eu não sei dizer se um dia irei gostar do St. Anger. Eu não o engulo nem com manteiga...Achei uma foto rara do James, deve ser do tempo do Ride The Lightining, duas arrobas mais magro e sem barba: